Para as mães de primeira viagem é tudo espectacular. O bebé é a melhor coisa que lhes aconteceu na vida. O bebe é o que dá sentido à vida (nem se lembram de qual era a sua utilidade antes do bebé!). O bebé priva-as do sono, da vida social, da roupa e cabelo decentes e implica sacrifícios. Mas que importa? O bebé compensa tudo. Ao mínimo sinal de cólica ou doença entram em pânico e sofrem. Sofrem muito. Dói-lhes mais a elas que ao bebé.
Ao segundo filho as mães transmitem-nos que a magia do primeiro é a magia do primeiro. E depois de escreverem os seus queixumes (só depois dos queixumes) é que nos avisam que amam de igual forma o segundo. O choro parece mais estridente, não se lembram do primeiro ter tido tanta goela. Descobrem que a privação do sono é uma coisa que incomoda e quando lhe deram a primeira papa esqueceu-se-lhes, desta vez, a máquina fotográfica e a paciência.
O terceiro veste a roupa moldada no corpo dos outros dois, já ninguém faz um drama com o pequeno arranhão que tem na cara e a febre é uma coisa normal que mói e não vale a pena gastar uma fortuna no pediatra.
E depois brindam-nos com as fotos de todos os momentos íntimos em família e recebem um mar de comentários a elogiar os rebentos. Pessoas que não conhecem de lado nenhum a dizer "que pernoca gorda, dá vontade de comer", "coisa fofa, dá vontade de estar a fazer outro em vez de estar a fazer a sopa para o jantar" entre outras pérolas. O bebé a ser mais visto que um quadro de Magritte, a soberba das mães, a saciedade dos espectadores, a criação um troféu.
30/01/2014
28/01/2014
20/01/2014
15/01/2014
Inícios a meio gás e a meio cabelo
Bom ano a tod@s.
Eu no fundo não tenho resoluções mas, como todos, gostaria tanto que o ano me trouxesse coisas boas. O que eu preciso mesmo é de trabalho. Uma oportunidade que me tire do marasmo em que estou e que se infiltra até à raíz dos ossos. Para já nada de novo. Começo o ano sozinha, em Portugal, a resolver burocracias para alugar uma casa que eu não quero que se torne cruz. Adiante, que este post não é para me lamentar. É para colocar aqui uma foto bonitinha do meu novo cabelo. As pontas duplas já não eram duplas, eram triplas (!). Estava tão compridinho e tão estragadinho. Pensei cá para mim que a blogoesfera está mesmo precisada de uma quarta diva mid hair. Vai daí, um palmo fora. E eis o resultado:
Eu no fundo não tenho resoluções mas, como todos, gostaria tanto que o ano me trouxesse coisas boas. O que eu preciso mesmo é de trabalho. Uma oportunidade que me tire do marasmo em que estou e que se infiltra até à raíz dos ossos. Para já nada de novo. Começo o ano sozinha, em Portugal, a resolver burocracias para alugar uma casa que eu não quero que se torne cruz. Adiante, que este post não é para me lamentar. É para colocar aqui uma foto bonitinha do meu novo cabelo. As pontas duplas já não eram duplas, eram triplas (!). Estava tão compridinho e tão estragadinho. Pensei cá para mim que a blogoesfera está mesmo precisada de uma quarta diva mid hair. Vai daí, um palmo fora. E eis o resultado:
06/12/2013
Os criativos da Bosch ligaram-me a perguntar se eu lhes emprestava o Jabba para o anúncio mas eu recusei e disse-lhes para se desenrascarem com o tigre.
05/12/2013
04/12/2013
26/11/2013
Voar LIS > HHN com a Ryanair
Vários jornais online noticiam que a Ryanair começa a viajar hoje a partir de Lisboa para os seguintes destinos: Frankfurt, Bruxelas, Londres, Paris e Dublin. Tudo certo. Faltou só referir que no caso de Frankfurt o voo fará a ligação LIS (Lisboa) > HHN (Frankfurt Hahn). O aeroporto Frankfurt Hahn fica, segundo o Google maps, a 122km de Frankfurt am Main.
Pronto, é só para saberem que depois de 3horas de voo ainda têm de apanhar outro transporte se o vosso destino final for outro que não um aeroporto no meio do nada.
Eu nunca viajei na Ryanair e muito provavelmente continuarei a não viajar. Digamos que o meu homem, que é obcecado com aviões e sabe de cor todos os episódios dos Desastres Aéreos, não acha sensato voar com malta que leva o combustível à continha e depois vê-se à rasquinha para lá chegar. Ele também não gosta muito de pagar taxas ridículas que transformam uns apetitosos 24,90€ noutro preço qualquer e diz que já não tem idade para andar todo encolhido dentro de um avião. Bem lhe bastou quando tinha 15 anos e ia de autocarro para a escola. Esse tempo de andar encolhido já lá vai. E depois chateia-o imenso essa coisa de perder tempo a andar de um lado para o outro quando já podia estar em casa a descansar. Meteu-se-lhe na cabeça que a vida dele vale bem mais mais do que *preços desde 29,99€. É um finório, que se lhe há-de fazer? Mas eu concordo tanto com ele…
24/11/2013
20/11/2013
Lifeproof
Perdi-me no post anterior. O que eu queria dizer é que fiz um achado na dm. Lembrei-me que o meu rímel já acabou e tá de procurar outro. O que eu tinha era da Bourjois e o aplicador/píncel/whatever era muito porreiro. Mas não havia lá nada da marca e tive de desencantar outra. Eu não queria dar 12€ por um rímel, deumalibre, mas também não queria uma coisa que vem num frasco de rímel mas faz o efeito do carvão. Astor, Maybelline, Catrice, marca branca... até que dei com isto:
O "Stays no matter what" é tão mau que se torna bom. Já me estou a imaginar no Brasil a tomar banho de cachoeira e o rímel sempre impecável. Para não dizer que soa a cliché de filme romântico. Já estou a imaginar uma ceninha cheia de densidade dramática e o gajo sai-se com um "I stay no matter what". As gajas são tão fáceis de enganar. Mas o melhor está mesmo na parte de trás da embalagem:
24h volume mascara, waterproof, partyproof, lifeproof, ophtalmologically approved.
Lifeproof. Poesia para os meus olhos. Lifeproof.
*não pude deixar de reparar na tradução sans glamour para francês. Résiste aux soirées et au quotidien. Coisinha mais desenxabida.
O Aldi é nheca.
Uma pessoa entra na dm para comprar os produtos que parecem ter o preço da chuva, especialmente se 3 minutos antes se esteve no REWE a olhar para esses produtos. O Aldi fica no cimo da rua e não dá para trazer tudo de lá. Os produtos estão expostos sem critério, os vegetais em caixas junto ao chão, e a secção das pechinchas amontoa coisas e pessoas e impede a circulação de carrinhos. Ao fim-de-semana está sempre cheio. O Penny é mais barato no geral mas cada vez que lá vou saio sempre com a sensação que aquilo não passa de um barracão com produtos. O que fica perto de casa é pequeno e o que fica um pouco mais afastado é maior e mais organizado dentro do random que é o Penny. Para ir ao Lidl tenho de apanhar o tram ou ir 20 minutos a pé. É uma pena porque é o meu preferido. Tem variedade, fruta em condições e o melhor pão. Por falar em pão, na minha rua, que btw é uma rua cheia de finesse, há padarias porta sim, porta não. Todas com um aspecto maravilhoso, todas com um pão horrível. Na Checa não tinha hipótese com as instruções de certos produtos. Uma vez por outra lá sacava a informação a partir do Romeno. Aqui às vezes apanha-se versos em inglês e em francês. Menos mal. No Woolworth (venda a retalho de tudo e mais alguma coisa) se se tiver olho certeiro podem fazer-se verdadeiros achados. Duas mantinhas a 5€ e estou aqui mesmo quentinha no sofá. Já disse que o Rewe é caro? Tenho de comprar um daqueles carrinhos com rodas como os das velhas.
19/11/2013
Considerações minhas gerais sobre a vida. Spoiler alert: Post a atirar para o generalista preconceituoso.
Não acredito
em relações à distância, em relações em que a diferença de idades dos membros
do casal se nota, em relações em que um dos membros do casal quer ter filhos e
o outro não.
Porque:
Na distância
cada um tem a sua vida e finge-se que se está na vida do outro. Eu cá, tu lá,
telefonema às 20h, skype às 15h, onde é que estiveste, vens este fim-de-semana
e eu já combinei coisas, comi empadão de frango, espera só um bocadinho que
caiu a ligação. Gostas de mim? Gosto. Mas agora não posso falar.
10 anos a
mais
Aos 20 não
se pensa da mesma maneira que aos 30. Nem aos 60 se têm as mesmas atitudes que
aos 40. O Amor já é difícil quando se está na mesma faixa etária, quanto mais
quando nos separam 10 anos ou mais. E não se enervem que eu avisei que ia
generalizar. É claro que se pode ter afinidades com pessoas muito mais velhas
ou muito mais novas. Mas mesmo quando tudo parece dar certo há sempre a parte
biológica que aparece para dizer olá. E no final, meus queridos, ninguém fica
para ser o geriatra de ninguém.
Um quer filhos,
o outro não quer
Aqui
simplesmente não tenho nada para dizer. Tic-tac-tic-tac.
13/11/2013
08/11/2013
01/11/2013
Um post na data errada
À hora de publicação deste post
estarei metida num avião com destino a Frankfurt. Quer o destino que 30 de
Setembro seja data de grandes resoluções na minha vida. Há exactamente três
anos atrás estava no registo da Fontes Pereira de Melo a fazer as escrituras da
minha casa. Lembro-me, como se fosse agora, do que pensei no momento em que
assinava os papéis com pulso firme, esferogréfica preta, letra legível. É a
assinatura da minha vida. E foi. Agora que a tenho não me desfaço da casa, mas
se fosse hoje já não a comprava. Mas naquele momento nunca pensei que o
desemprego me iria bater à porta e muito menos conseguia prever a posterior
emigração. Enfim. Podia ter canalizado o dinheiro para coisas mais importantes,
mais úteis, mais responsáveis. Podia ter-me casado, ido a NY, ou simplesmente
ter o dinheiro na conta, a um “introduza o seu pin” de distância. Enfim, agora
já está, não tenho o direito de me queixar, sei que não adianta chorar sobre o
leite derramado e fica uma lição para a vida. Não me volto a meter noutra. O
facto do meu futuro se voltar a decidir novamente num 30 de Setembro leva-me a
pensar que essa entidade superior chamada destino está a pensar de si para
consigo: “É um bom dia para voltar a gozar com a ela”. Ou então: “Ó coitadinha,
já assinou o papel errado num 30 de Setembro, deixa-me cá recompensá-la metendo-a
no voo certo num 30 de Setembro.” Alea
jacta est.
PS - Escrevi isto com intenção que o post fosse para o ar no dia 30 de Setembro. Não foi. Não interessa. Vai agora.
18/09/2013
Political values
Fiz este teste rápido e deu-me o seguinte resultado:
Radicalism 44.5
Socialism 25
Tenderness 46.875
These scores indicate that you are a moderate; this is the
political profile one might associate with a regular person. It appears that
you are moderate towards religion, and have a balanced attitude towards
humanity in general.
Your attitudes towards economics appear capitalist, and combined with your social attitudes this creates the picture of someone who would generally be described as right-wing.
To round out the picture you appear to be, political preference aside, a centrist with few strong opinions.
This concludes our analysis; we hope you found your results accurate, useful, and interesting.
Your attitudes towards economics appear capitalist, and combined with your social attitudes this creates the picture of someone who would generally be described as right-wing.
To round out the picture you appear to be, political preference aside, a centrist with few strong opinions.
This concludes our analysis; we hope you found your results accurate, useful, and interesting.
14/09/2013
Downton Abbey está de regresso
A série vai regressar já em Setembro e as cenas entre Mathew e Mary não se repetirão. (Why, why, why?)
Com a morte do Mathew, todas as atenções ficam centradas na Lady Mary, que é para mim a melhor personagem feminina de todos os tempos em séries de TV. Há-de começar esta season 4, cheia de tristeza, de raiva e desespero. Tenho a certeza que vai passar as passinhas do Algarve à sua maneira, na sua concha, na sua solidão. A angústia por tê-lo perdido só lhe irá apurar (ainda mais) o sarcasmo e a ironia. Eu gostaria de vê-la a repensar o seu papel como herdeira de Downton, a perguntar-se de que é que lhe serviu meter-se sempre tanto no papel de perpetuadora da tradição e dos valores morais conservadores. Não digo isto porque queira ver estes dogmas a ser sacudidos da série, antes pelo contrário. Mas gostaria que aquela Mary, que sempre foi tão conforme com as suas raízes e as suas obrigações, encontrasse num certo niilismo o escape à morte de Mathew. Um amor assim não deveria ser trágico nunca.
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